Home
Encontro do CPPC/Goiânia

No sábado, dia 11 de fevereiro, às 17:30 teremos o encontro do CPPC-Goiânia.

Nesse encontro, a Psicóloga Cláudia de Paula Juliano Souza apresentará seu trabalho sobre:

A Clínica Psicodramática: Interface Entre a Depressão e o Comportamento Suicida.

A Cláudia é Psicóloga, Psicodramatista Didata, Psicóloga da Saúde e Hospitalar, Especialista em Psicopatologia Clínica, Membro da diretoria da Sociedade Goiana de Psicodrama (SOGEP) e Membro do CPPC. Atua como Psicóloga Clínica na rede particular e como Psicóloga Hospitalar do Departamento de Saúde Mental e Medicina Legal-UFG-HC, no Centro de Referências em Transtornos do Humor ( CENTROHUMOR ) e no Programa de Estudos e Prevenção ao Suicídio e Atendimento a Pacientes com Tentativas de Suicídio ( PATS ).

Centro de Terapias Biointegrare - Av. C-182 esq. c/ C-136, nº 196 Jd América - Goiânia - GO

 
 

ENCONTRO VIVENCIAL

Data: 31 de março a 01 de abril
Palestrante: Pastor Noé Stanley

Hora: Entrada às 14h do dia 31 de março e saída após o almoço do dia 01 de abril.
Local: Espaço Caminho de Emaús – Av. Dourados s/n - Goiânia - GO

 
CONFRATERNIZAÇÃO NÚCLEO GRANDE RIO

Image

O NÚCLEO GRANDE RIO se reuniu com um delicioso jantar para agradecer a Deus pelo ano de 2011 e todos os eventos que Deus nos permitiu realizar.

Image

 
CONSIDERAÇÕES SOBRE A TERAPIA DO CRISTÃO, por Karin Wondracek

 

 

"Eu vim te procurar porque tu és cristã, não é?"

Depois de ouvir esta pergunta repetidas vezes, resolvi me interrogar sobre o seu conteúdo. Sendo normalmente proferida por um cristão que vem buscar auxílio, penso que traz vários significados.

"EU vim te TE procurar porque TU ÉS" - a procura a mim vem acompanhada de uma definição da minha pessoa - neste momento, sou enquadrada, emoldurada e se espera que eu me comporte dentro disto. Até aí, nenhuma novidade, porque todas as pessoas que procuram terapia têm uma expectativa, fazem alguma imagem do que esperam. Só que me parece que neste caso há algo especial - qual é o significado de querer uma terapeuta cristã, para aquela pessoa em particular? Para descobri-lo acolho sua pergunta, mas crio um espaço de não-resposta para que ela o preencha com suas expectativas e temores. Deixo que me diga como imagina que seja a minha fé, e, por extensão, posso deduzir como a tem estruturado na sua vida.

Também tem me dito "porque tu és cristã entendes o que eu falo, não preciso explicar". Tento escutar isto de duas formas: por um lado , como uma expectativa de que eu compreenda a dimensão do Sagrado, já que tenho esta experiência: que sejamos dois companheiros na sua busca. E esta dimensão muitas vezes não consegue ser explicada, "jamais penetrou em coração humano". Por outro lado, também escuto isso como a serviço da parte neurótica da fé, a serviço da resistência, e por isto a necessidade de "não precisar explicar nada".

Freud, num de seus textos, utiliza a ilustração de que se determinarmos, numa cidade sitiada, que a igreja seja declarada "zona de refúgio", todos que não quiserem ser capturados se esconderão ali. Baseado nisso, me pergunto sempre o que será que esta pessoa está refugiando no interior da sua maneira de crer e quer que eu me comprometa a não tirar.

Mais detalhes...
 
FOTOS ENCONTRO CPPC UNI

O Encontro Regional Sul do CPPC Universitário aconteceu em Porto Alegre nos dias 5 e 6 de novembro. Além dos estudantes presentes, o evento foi abençoado com o apoio dos líderes locais do CPPC, da palestrante internacional Dra. Florinda Martins (Portugal) e da Assessora para Universitários Dra. Fátima Fontes (SP).

Image

Image

 
VIOLÊNCIA: A INVENÇÃO COTIDIANA DO MAL , por Ageu Heringer Lisboa


“... mas livra-nos do mal”. 

Inicialmente preciso confessar aos leitores o quanto me foi custoso emocionalmente me colocar sob este tema  existencialmente e tratá-lo não como mera ocupação acadêmica. Senti-me como quem, atravessando um rio, descobre súbitas correntezas e fundos falsos desequilibradores.


Descubro em mim mesmo o pertubador mistério da presença do mal em meu íntimo — aquela resposta rude a um filho ou à esposa, que depois me dói tanto o coração; o reflexo raivoso e violento no trânsito da cidade; a pressa diante de mais um pedinte. É uma mescla de desejos conscientes com impulsos inconscientes. São muitas as situações a me revelar um delicado equilíbrio entre minha vida e a de outros — a disputa por espaço e oportunidades, a necessidade de ser recebido, aceito e amado, e, ao mesmo tempo, as queixas e os sofrimentos daqueles a quem feri, desconsiderei, passei distante. Quantas faltas, meu Deus!

Diversos autores e enfoques da psicologia descrevem uma natureza humana com força simultaneamente destrutiva e criadora: Thanatos e Eros. As civilizações e tantas construções culturais revelam uma humanidade criadora. Os meios de sobrevivência, as artes, as ciências são magníficas expressões do espírito humano.


Observando a natureza, outros animais, seres sem autonomia espiritual, constatamos que não instrumentalizam a violência, não são agentes do mal. Falamos de um raio violento, uma fera devoradora, um terremoto arrasador, mas não faz sentido julgá-los moralmente. O mal é uma dimensão constitutiva do humano, que nasce com o pecado, fruto de nossa parceria com o demoníaco.


Parece-me que o teólogo e reformador João Calvino e o criador da psicanálise, Sigmund Freud, distanciados em mais de 300 anos e com instrumentos de observação distintos, descobriram uma mesma realidade. Em sua construção teológica, Calvino nos confronta com uma antropologia considerada por muitos como radicalmente pessimista. Ao homem resta apenas ser tocado pela arbitrária e soberana decisão de Deus em salvá-lo, tal o seu estado natural de depravação. Por sua vez, Freud não tinha razões de ser otimista ingênuo com suas descobertas da alma humana. Atraiu tremenda fúria contra sua pessoa ao nos descrever como “perversos polimorfos” quando infantes.


No livro O Gene Egoísta, o biólogo Richard Dawkins revela que na intimidade de nossas origens temos uma energia  egoísta e agressiva. Já o psicanalista suíço Carl Gustav usou o termo sombra para designar essa potência do mal constitutiva do nosso ser. É como uma natureza demoníaca entranhada em nossa intimidade mais inicial, sempre invasora, querendo dominar toda a nossa casa. Revela-se como traços obscuros do nosso caráter, com relativa autonomia e, por isso mesmo, de caráter obsessivo e possessivo. No filme O Médico e o Monstro,  vemos uma mesma pessoa contendo e atuando ora com qualidades morais, ora possuído pela barbárie.


A Dra. Nise Silveira comenta que “a sombra pode e deve ser integrada na personalidade, mas via de regra opõe obstinada resistência ao controle moral. Ocorre dentro de todos nós um dinamismo inconsciente de projeção; daí nossa relação ilusória com o mundo externo”. É o que Jesus falou sobre a dinâmica argueiro-trave.

Localizamos o mal fora de nós, em outros sujeitos, e fechamo-nos em auto-justificativas, como exemplificado na oração do publicano. Isso nos conduz a um isolamento, a um “estado de auto-erotismo ou autismo”. Com esse mal interior — a “carne de pecado”, o “corpo da morte” — atingimos o diferente de nós, o concorrente político, a pessoa de outra religião, raça ou condição social, o homossexual e até mesmo uma figura simbólica, como o demônio.

Dessa mesma região do inconsciente, emergem também conteúdos e potenciais evolutivos.

A energia psíquica indiferenciada e altamente inflamável pode ser beneficiada por uma força organizadora — o self — ou totalidade psíquica. Somos portadores da centelha divina — a imago Dei — e sua força transcendente. Em meio ao caos pulsional e em nossas trevas interiores, também paira e age o Espírito de Deus, que ordena: “haja luz”.

Mais detalhes...
 
COMPROMISSO DE CONDUTA ÉTICA

Image Respeitarei a dignidade, o valor e os direitos de cada individuo, casal ou família que me procure para um atendimento;


Respeitarei a autodeterminação de cada ser humano e me oporei a toda opressão física, psicológica e social, incluindo qualquer forma de discriminação psicológica, cultural, econômica, sexual ou religiosa;

Iniciarei e prosseguirei uma relação terapêutica somente quando tenha a idoneidade acadêmica e legal para este fim e tenha o desejo de cumprir com minhas obrigações contratadas com individuo, casal, família ou grupo que me procure para atendimento;

Procurarei, em todas as minhas atividades, maximizar a autonomia e a cooperação dos consultantes, buscando sempre otimizar o crescimento físico, mental, social e espiritual dos mesmos;
Mais detalhes...
 
NOTÍCIAS DO CONGRESSO

 

Image 

 

ABENÇOADO CONGRESSO!

De 21 a 24 de abril aconteceu em Brasília nosso XVII Congresso Nacional. Graças a Deus fomos muito abençoados, e o Congresso confirmou a tradição do CPPC de aliar alta ciência com alta espiritualidade, num ambiente de comunhão fraterna cristã – combinação essa que raramente acontece em eventos assim.

 

 

 

 

Image